COMO SABER SE VOCÊ É UM VERDADEIRO ESTUDANTE DE KABBALAH

Há alguns indicadores que lhe permitem saber se você é um verdadeiro estudante de Kabbalah. Em outras palavras, se você só fala por falar ou se faz o que fala.

Você sabe se você é um verdadeiro estudante desta antiga e poderosa sabedoria se:

1. Você cria e “vê” a unidade quando todos veem separação e espaço.

2. Você sente vontade de desistir mensalmente, diariamente, semanalmente ou a cada hora, mas você resiste e deixa esse impulso ir. Você persiste seguindo adiante, valorizando tudo o que recebeu desta sabedoria, apesar dos incômodos desagradáveis ​​com que sempre se confronta.

3. Você tem dúvidas sobre o seu professor ou sobre o Centro e vivencia pensamentos estranhos, mas é capaz de separar este ataque negativo de consciência do Oponente do seu verdadeiro eu. Como Rav Ashlag diz, não estamos aqui para derrotar o Adversário ou os pensamentos negativos. Estamos aqui apenas para criar um espaço entre esses pensamentos e nosso verdadeiro eu. Estamos neste mundo para reconhecer e identificar a fonte de todos os pensamentos negativos e assim, NÃO reagir a eles. A única razão pela qual sempre reagimos é porque não vemos que é o Adversário, o nosso Oponente, que está puxando os nossos cordões reativos. A única razão pela qual ficamos bravos com os outros é porque não vemos que o Adversário também está puxando os cordões deles.

Se realmente víssemos o Oponente forçando essa outra pessoa a nos tratar tão mal, nós nunca, nunca mesmo, ficaríamos com raiva de outra pessoa novamente. É tudo uma questão de identificar o Oponente. Se é para isso que você se esforça, então você é um verdadeiro estudante.

4. As preces o deixam nervoso, mas você se conecta de qualquer maneira, porque sabe que o resultado será um fluxo de energia positiva em sua vida… mesmo se essa energia o purifique primeiro antes de aquecê-lo com prazer.

5. Você acha que todos ao seu redor são loucos por dançar e pular para cima e para baixo em um evento de Kabbalah, depois de horas e horas de prece e conexão. Você preferiria estar assistindo a um filme ou sair e relaxar em algum outro lugar em vez de fazer a conexão com todos esses Israelenses, Sul-Americanos e Europeus, Canadenses, Asiáticos e Americanos.

6. Você começa a abandonar essa culpa estúpida que surge quando você perdeu a oportunidade ou esqueceu de fazer uma pequena ação, ou chegou atrasado. Você começa a perceber que o que importa não é o ritual ou a ação, mas sim a nossa consciência por trás da ação. Culpa é religião. Apreciação por nossas ferramentas e um esforço sincero para usá-las para mudar a nós mesmos é Kabbalah. Mesmo quando estamos atrasados ​​ou nos esquecemos.

7. Você se sente desvalorizado, você quer mais atenção no Kabbalah Centre, e você acha que sabe melhor como compartilhar Kabbalah com o mundo. Então você deixa todos esses sentimentos irem embora, porque percebe que está aqui simplesmente para se conectar com a Luz para beneficiar a si mesmo e a seus entes queridos, em primeiro lugar. Não estamos aqui para nos tornarmos populares ou para sermos elogiados ou termos o nosso ego acariciado. Estamos aqui para diminuirmos o nosso ego, para que possamos enriquecer e melhorar a nossa conexão com a Luz ainda mais. Portanto, quando estamos nos sentindo solitários, sem reconhecimento e chateados, estamos então FELIZES porque é mais uma oportunidade para esmagar o nosso ego. O que significa receber mais Luz. Este é o único propósito pelo qual queremos a Kabbalah em nossa vida.

Por favor, sinta-se à vontade para postar suas próprias sugestões abaixo sobre como saber se você é um verdadeiro estudante de Kabbalah.

Billy Phillips

Billy Phillips é aluno do Rav e da Karen Berg desde 1989. As opiniões expressadas aqui têm como base seu próprio aprendizado e 22 anos estudando a sabedoria da Kabbalah. Apesar de ser aluno do Kabbalah Centre, as visões e artigos que apresenta aqui se relacionam com sua experiência e refletem sua visão pessoal e não são uma representação oficial do Kabbalah Centre e de seus ensinamentos.

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12 Responses

  1. leandro Macieira ferreira diz:

    Quando tentamos ver mais do que os nossos olhos conseguem ver, quando escolhemos não reagir e viver e sentir a vida nós ensinando a cada novo segundo e quando podemos contemplar a mudança ao nosso redor simplesmente porque mudamos.

  2. Lene diz:

    Muito bom o post! Ri alto no ponto N.5. Eu, na verdade acho incrível todas as conexões e pulinhos rsrs.

  3. Kadu diz:

    Não gosto do termo “estudante de Kabbalah”, pois aquele que desperta a consciência já É um Cabalista, a sua escola é a natureza, assim como o seu mestre é você mesmo, o seu mestre interior ou Eu Superior. Um verdadeiro Cabalista é uma pessoa desperta que expandiu sua consciência e já encontra-se ajustado com a frequência do Criador (como Enoch e Elias), como disse Jesus: Eu e o Pai somos Um. Os conhecimentos cabalísticos são como arquétipos, linguagem do inconsciente, o resto é religião repleta de simbolismos, preces, danças e fetiches ritualísticos como fitinhas vermelhas, livrinhos de auto ajuda, pinrras, etc, tudo mera convenção institucionalizada tentando fazer com que o judaísmo renove sua linguagem arcaica e machista e torne-se uma religião mais pragmática. Um verdadeiro Cabalista busca a essência e não a forma, não procura explicações para as coisas do alto, pois sabe que tudo é bom, justo e perfeito, além do mais, compreende que tudo é transitório, logo não precisa estar preso a liturgias anuais e muito menos envolto com astrologia e praticas ritualisticas, pois toda a ciência perfeita encontra-se na natureza. Um Cabalista sabe que mestre e discípulo são Um, pois temos em nosso DNA a toda a memória e registros do universo, todos somos Um, como diz o Zohar, que todos nós estamos conectados com o Todo. Logo, a Cabala vem na hora e no tempo certo na vida de uma pessoa, pois essa não vai até a Kabbalah, e sim ela vai até a pessoa. Por isso que não aceito essa idéia de escolas e linhas de estudos cabalísticos, pois isso deve brotar naturalmente dentro de cada pessoa, e isso pode levar várias encarnações para que aconteça. Infelizmente o que vemos hoje, são “escolas” vendendo cursos, módulos e práticas cabalísticas, onde as pessoas vão ingressar lá como masoquistas, para levarem borduadas no ego e escutar que não somos nada. E o pior, porque o negócio se tornou um grande seguimento de lucros, pois junto de todo escopo de ensinamentos, vem junto com um pacote, um arsenal de livros, rituais, refeições, fetiches, tudo com preços bem elevados, pois afinal de contas, essa Cabala que circula por aí, é voltada para um público alvo elevado e gera muita riqueza para aqueles que estão no controle dos negócios. Desculpe minha posição, mas é sincera de coração. Abraços e paz profunda!!!

    • Andre diz:

      Nossa…
      Falou muita coisa que muitas pessoas pensam; e outras falam por aí.
      Não sei se como cabalista dá pra falar se isso é certo ou errado.
      Mas uma coisa é certa, no KC eles nos ensinam desde o início a questionar.
      E nos ensinam que o oponente esta aí… o item 3 e o 7 são bem claros neste aspecto.

  4. Barbara diz:

    Comecei a aprender Kabbalah agora e tenho pesquisado diversas coisas relacionadas ao tema e na internet encontrei uma contradição sobre a cabala e o homossexualismo. A Kabbalah condena o homossexualismo?

  5. Abdon Barros diz:

    Shalom

    Sou grato pelos comentários, me ajudaram muito!

  6. Sirleide diz:

    Por favor, me explique o que significa cria e vê a unidade……quero muito aprender estou sempre e me esforçando para entender a Kabbalah…e toda a sabedoria deste site. Muito Obrigado.

  7. Sirleide diz:

    Obrigado por tantas palavras de sabedoria. Sempre tive vontade fazer um curso de Kabbalah, mas nunca tive oportunidade. Mês atrás, misteriosamente um Livro o Poder da Kabbalah apareceu no guiche da minha escola, perguntei de quem era o livro e não tinha dono, deixei um recado que o livro achado estava comigo. Li e levei para o meu esposo ler. Até hoje perguntei de quem era o livro e ninguém sabe de quem é. Estou muito agradecida por estas palavras de sabedoria ter me encontrado a mim e ao meu esposo.

  8. Que simplicidade e maravilha, tudo junto e separamos nossos egos para crescermos espiritualmente.
    Kabbalah é agora para mim uma razão para viver p/ descobrir quem sou eu e como transformar-me numa pessoa melhor.
    Muito obrigado aEquipe da Kabbalah .

  9. Eu estudo cabala a mais ou menos dois anos e não sei hebraico nem aramaico. Fiz três módulos e pretendo fazer os restantes. Já li muitos livros de cabala tanto dos autores do KC como os famosos Sêfer Ietzirá, pretendo me aprofundar no Zohar e no Sêfer ha Bahir e nos livros meditativos judaicos de Arieh Kaplan. Pelo que entendi até agora da cabala ela se parece muito com o que defendem os físicos quânticos, da Lei da Atração, do pensamento positivo baseado na quebra do Ego e da Reatividade (você é produto dos seus pensamentos). Eu acho muito importante a cabala porque ela desperta sua consciência contra o imobilismo e determinismo do que no Ocidente chamamos de destino da vida, apesar que a cabala também molda nosso destino nos termos karma e vidas passadas que parece muito com o Espiritismo kardecista e de certas religiões orientais, apesar da cabala não ser uma religião. A cabala não é fácil e acredito que poucos conseguirão abarcar toda a sabedoria da cabala durante um ciclo de vida, além dos iluminados que eram cabalistas, como os mestres de Safed. Há certos momentos no conflito da materialidade (e isso inclusive eu conversei com outras pessoas que conhecem cabala) com a incerteza ou dúvida do resultado espiritual materializado na realidade é que duvidamos da cabala como uma superstição esotérica, apesar dos fundamentos que envolvem astronomia, astrologia, a cosmogenia, o criacionismo e até a questão da imortalidade, da criatura e do Criador. Espero receber, pois me acho receptivo, uma iluminação verdadeira, para não acreditar que estamos nos alimentando de uma realidade metafísica nunca alcançável, pois o véu que se desvela tem que ser bastante convincente para não desistirmos no meio do caminho num mundo de tanto caos, dor e sofrimento.

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